"Bem Vindos"

" Fiquem a vontade para expressar suas opiniões críticas e
dúvidas. E espero que gostem"


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Rosa deturpada

 
Eu estava parado a contemplá-la em seus últimos minutos,
Mas parecia uma eternidade, preza em cada grito de dor.
Em pé, eu, torcia para que tudo fosse logo silencio, e paz.
Mas a menina ainda sofria, jogada no chão como um fantoche,
Boneca viva, da beleza que se estendia por suas costas rasgadas,
Suas unhas arranhavam a terra de agonia, e sua boca espumava muito.
O vestido transparente agave contra o peso de seu corpo,
Era como um espetáculo para os céus limpos, atentos a este suplicia.
Ela estava presa, por um ser tão belo e inofensivo, que era esplendendo olhar.
Gavinhas encostadas de espinhos cobriam-na, e estupravam as veias de seu pulso.
Estendiam-se devagar por fora e por dentro de seu vestido, como víboras negras na areia.
Ousaram pintar de vermelho até suas partes dignas de cortejo, deturpavam-na inteira.
Nos lábios, as pontas venenosas invadiam sua boca e lhe proviam gemidos fracos e tortos.
O cheiro era quase insuportável, delirante, doce, estante para qualquer mortal, mel.
E ainda mais esplendendo, era a frágil rosa em suas costas, cujo galho suspendia de sua coluna.
E as pétalas caídas criavam raízes em meio aos cabelos negros da bela jovem quase morta.
Em sua pele começava a brotar espinhos agudos e afiados, no instante que sua boca parou,
Morreu num silencio assombroso, ainda aberta à boca vermelha começava a perder a cor.
Folhas começam a brotar em seus pés e também nas coxas, agora cobertas de varizes azuis.
Mas a rosa magnífica, começava a murchar e tombar em cima do corpo da menina sem alma.
Começa agora a morrer em martírio, comparado a toda dor e angustia que passara a jovem.
Aos poucos a rosa se despedia da vida, com um perfume capaz de se tornar visível.
No mesmo tempo que um broto nascia pela boca da menina, um broto verdinho e lindo.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Aliteração angustiada


O vento que me arranha o rosto, só me traz tua lembrança.
Meu passo passado vistos no meu passado é onde eu passo.
Condenado acorrentado, preso aqui alienado.
Triste traste trajado de traumas e trotes da vida trágica.
Como caminhar comovido pelo contente sorriso de minha mente?
Já não ouso mais ousar de usar meus simples sapatos de uso.
Por que perdi a presença fecho os olhos cumpro a prenda.
As mãos que aqui estão já não fazem emoção dentro do meu coração.
Por que meu Deus? Será que tenho de recorrer a Zeus? Perdoa este adeus.
Já não vivo sem olhos seus.

Coração em Vírgulas

Coração em vírgulas

Meu coração, sem respirar, está parando devagar.
Meu coração, caído não, quer levantar.
Pobre coração, não, suporta a ilusão.
De ter tido, e deixar cair da sua mão.
O seu grande amor, e toda aquela cor,
Morta apagada, pelo calor, que brota desta dor.
Meu coração, mais que uma vez,
Pede pra você voltar.
Meu coração, não quer viver,
Sem os teus olhos poder ver;
É meu coração, já não, fazemos mais,
Parte da emoção, que sente essa pessoa,
Pois, que em sua vida, já existe outra.
A, procurar, o meu vago lugar tomar.
Meu, quebrado, coração,
Só, queria saber.
Quanto tempo, ainda vai levar, pra te esquecer.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Me ajuda

Por favor,


Não creio que posso aguentar mais, meu peito rasgado nem respira.
Por favor pare, pois que vejo meu fim,e é nos teus braços, por favor.
A morte me persegui, e ri da minha cara nas esquinas, me assusta.
Me abraça e apavora cada dia mais, dizendo que lhe pertenço, sem saída.
Me ajuda, enquanto ainda me alcança, Por favor me ajuda.