"Bem Vindos"

" Fiquem a vontade para expressar suas opiniões críticas e
dúvidas. E espero que gostem"


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Melancolia Coeva



O coração está morrendo devagar e protegido.
Seu escudo o guarda tão fiel que impede o mais ímpeto toque. Os olhos são condenados a chorar e a boca a soluçar nesta penumbra silenciosa, sufocado agonizando e tranca fiado a se mesmo o corpo decai. Por que a angústia que carrega a corda no pescoço movida a suspiros reflete os coagolos que tão desesperadamente correm em minhas veias. Abrindo teias sobre minha pele, aflorando as ramificações verde azuladas e doloridas.
 - Eu me afoguei em minhas próprias lamurias.
Como se a serpente mordesse a língua, provida a sua peçonha que a sucumbisse em prol da vingança mutua. E os dentes abalados ferissem os lábios secos que prostituíam a carne aos fungos pelo desejo da morte.
 Meus pés sujos caminham gritantes sobre estes cacos. cacos das lágrimas de vidro que meus olhos cuspiram ao chão.
 - Mas isso é doce e prazeroso comparado as úlceras que meu fígado carrega as que expelem o sangue podre desta face louca.
" Imortalidade, com sabor, do puro metal das agulhas que perfuram minha garganta."

Nos olhos da Loucura

Os olhos que vagueiam, ousam despertar
a tramar e confabular aqui neste lar.
Molhados de suas verdades, loucos pra falar
contando cada minuto para o meu acordar.


Sempre a me espiar, na calada a me guardar
no virar de cada esquina a me defrontar
comummente calmos e prontos à atacar.
Lacrimejando as setas a lançar.


Como o caçador na espera
a ver chegar a hora certa.
A me o ver e soar o alerta.


Estão todos a me seguir
Viajando, enlouquecendo, apontando
aos buracos que posso cair.

Soneto da desilusão



As palavras foram simples e diretas, seteiras.
Vespas conjuradas a um pote de mel.
Estacas de osso a perfurar meu véu
meu escudo estilhaçado decaído em labaredas.


Espírito feliz, agora deturpado, falso.
Ferido por palavras amigas e conhecidas.
Maltratada por sinais fascistas,
condenado a chorar lamurias deste ato.

- Curioso o quanto é vulnerável, o mais forte!
 Por que mais rodeado mais jogado a  sorte.
 Como prevenir a faca que carrega a morte?


Não, não é possível.
Por que mesmo seguro e ímpeto e astuto,
sempre o será volúvel.



Sofrendo de Amor





Minhas lágrimas percorrem meu corpo
saudade sufoca meu coração.
A dor no escuro desperta emoção
ainda que respire de olhar frio e morto.


Tua presença faz falta a minha alma
que tão decaída perdeu de sua vida
e por você escolhe ser mais sofrida.
Triste e dolorida não tem uma calma.


Já não vejo por que continuar vivo
se nas sua costas apenas, eu miro!
Como uma urna de desamor eu sirvo.


Hoje o sentimento mais belo parte
afunda minha mente em lamuria.
Amanhã me prepara p'ara lápide.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Haikai da Saudade

                                                                          A saudade sega,
                                           a dor meu peito aperta
                          loucura alerta.

Haikai de Suplício

                         

                            Espinhos cravados.
Arames farpados, - Cristo;
                          Coração rasgado.

Haikai de Primavera 23 de Setembro

               

O perfume mágico
                              de flores e folhas novas
                                                   pontas belas, primavera.

Haikai de Verão

                                                           Folhas de verão
                                                                    decaídas em minha mão.
                                               Queimadas estão!

Haikai de inverno

                                         A seda branca,
                    que cobre a terra seca.
       Cristais espelhados.

haikai de Outono

                            Calafrios soprados
              sobre as árvores nuas.
      Tristes esquecidas.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Agonia

, é tão difícil ter de caminhar e sustentar esta máscara, as veses penso em mostrar minha face, mas é neste instante que tenho medo e sou forçado a me esconder.


-Mas eu pergunto: Até quando?

Teoria do ódio

" O pequeno sentimento capaz de matar com um simples olhar, mas ainda assim não passa da criança traída e venenosa. Queimada condenada a chorar e chorar."
" Te todas as artes mais tenebrosas nenhuma é mais cruel para com o ser humano se não ele próprio, o qual é capaz de matar e trair o ventre antes de seu primeiro suspiro."

Não, Não Posso, Não Devo, Não Quero...


  A muralha que cerca meu coração, é o resultado do meu negar incessante em silêncio. O medo a angústia e os relatos decepcionados o empueiraram.
  Infelizmente eu não o vejo, mas ele me rodeia e ainda que grite ou violênte minha face. Estou enfeitiçado a fugir.
  E pior, comprovei. Os que me amam sofrem, e talvez por isso eu corra desesperado pelas ruas inundadas em lamurias.
  Corro do amor que tende a se tornar a mortalha que me prepara à lápide.

Anjos poltergeists


Os anjos que me confortam aqui
e sobre mim as asas repouzam
navalhas e um forte fartalhar ouzam
com grande badalar me prendem, não posso ir.


Como testrálios celestiais destinados
seledos aos meus olhos medrosos
que erradiam o ar de seus corações rancorrosos
todos juntos a cantarolar foram fadados.


Sem piedade ou compaixão
as criaturas provem a mim neste salão.
Egocêntricas, Narcizas, machucam.


Meu corpo calado aguenta a dor
ja que minh'alma estupram.
Sempre acompanhado onde for.