O coração está morrendo devagar e protegido.
Seu escudo o guarda tão fiel que impede o mais ímpeto toque. Os olhos são condenados a chorar e a boca a soluçar nesta penumbra silenciosa, sufocado agonizando e tranca fiado a se mesmo o corpo decai. Por que a angústia que carrega a corda no pescoço movida a suspiros reflete os coagolos que tão desesperadamente correm em minhas veias. Abrindo teias sobre minha pele, aflorando as ramificações verde azuladas e doloridas.
- Eu me afoguei em minhas próprias lamurias.
Como se a serpente mordesse a língua, provida a sua peçonha que a sucumbisse em prol da vingança mutua. E os dentes abalados ferissem os lábios secos que prostituíam a carne aos fungos pelo desejo da morte.
Meus pés sujos caminham gritantes sobre estes cacos. cacos das lágrimas de vidro que meus olhos cuspiram ao chão.
- Mas isso é doce e prazeroso comparado as úlceras que meu fígado carrega as que expelem o sangue podre desta face louca.
" Imortalidade, com sabor, do puro metal das agulhas que perfuram minha garganta."













