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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Abra-me

 Abra-me, e veja os cacos que de meu coração choroso foram expelidos.
Abra-me, e veja em quantos pedaços pode um homem se quebrar.
Abra-me, e veja o quanto as lágrimas secas povoam meu interior.
Abra-me, e veja que minh'alma ainda está presa aos martírios de um espelho.
Abra-me, e veja as pragas invejosas surtirem seu efeito desastroso.
Abra-me, e veja o por que de meus pés sempre estarem sujos.
Abra-me, e entenda as páginas lacrimais de meu peito amargado.
Abra-me e sinta o perfume do meu estilhaço.

Um comentário:

  1. adorei esse poema,
    em cada frase podemos sentir
    sua profundidade...
    nos envolve e faz-no sentir
    o real sentido dar dor e da revolta.

    parabéns marcos, vc consegue nos envolver
    em seus poemas.

    beijos carinhosos!

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