,sou filho da tua boca
e lampejo dos teus olhos
sou a gota dos que sobram
carrasco de uma forca.
Sou vadio estampado nas ruas
sou amigo das pontas nuas
estupro da noite escura.
Príncipe vagabundo da lua.
Sou o cuspe e o teu escarro
os tocos de seus cigarros
sou a música de gritos frios
a volúpia costurada nos gemidos.
sou a pele sofrida do cabelo crespo
as penas invadidas e dominadas
os olhos azuis no pulso das espadas.
Sou o mundo lá do fundo
no quintal do meu varal.
Sou parte explicita do colapso
trago nas veias o regaço.

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