Bem vês, a beleza morta e conjurada ao chão.
Pálida, e traída pela curiosidade.
Talhada por um vestido branco,
jogada por seu próprio desejo, aste.
Ainda com feição branda a mulher caída,
sustentava faminta um poço de veneno em mãos.
Vermelha e oval se pinta a maçã.
Peçonhenta e necrômante se pinta a maçã.
Trágico, que a morte não fora refletida na mordida.
Mas em simples toque desesperado.
Morta pelo julgamento mal visto.
O fruto apetitoso, moderado ao seu ver,
se mantia ímpeto e forte, a negra epífita.
Com raízes que invadiam as veias da presa.

Nenhum comentário:
Postar um comentário