Um corpo estirado ao chão
vive, e sem coração
seres sujos sopram em seus ouvidos
pupilas dilatadas e olhos fixos.
Boca avermelhada e aveludada
língua seca e mofada
emitindo profecias ventriloquistas
azarando sua raça como bom pessimista.
Aranhas tecem casas em seus braços
cobras misturan-se em seus cabelos em abraços
tornan-se as tintas de seu contrato.
Corpo vazio e sem alma
lotado dos lobos mais furiosos
presságios de Pandora a serem lançados sobre seus condenados.

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